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Artigos

Hannah Arendt e a necessidade de pensar

Não é preciso recorrer à conhecida desconfiança platônica sobre o engano das imagens para aceitar a limitação do cinema em filmar o pensamento. É certo que por trás de um grande filme existe uma ideia genial expressa visualmente, mas, e o pensamento? Aquilo que é próprio do gesto filosófico? É possível filmar? Cinema e filosofia […]

04/04/2020

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Filme “Disforia” retoma tradição dos filmes fantásticos no RS – em época propícia para o gênero

A erupção do Monte Tambora, na Indonésia, em 1815, deixou a terra irrespirável por meses, obrigando as pessoas ao confinamento. A história é conhecida: num castelo na Suíça, amigos de Lord Byron passaram esse período de isolamento contando e criando histórias de horror. Daquelas noitadas Mary Shelley escreveu Frankenstein e John Polidori, O Vampiro, clássicos […]

22/03/2020

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Os demônios, de Fiódor M. Dostoiévski.

Fui surpreendida pelo humor. Nunca pensei que a leitura de Os demônios me fizesse rir – mas fez! É o tipo de reação dificilmente associada ao escritor reconhecido por uma obra densa e pelos sofrimentos que viveu. Dostoiévski nos apresenta personagens e acontecimentos tão inusitados que rimos daquilo que é encenado como farsa. Seu objetivo, […]

15/03/2020

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Cinéfila Aida Wailer Ferrás, Prêmio Destaque Accirs 2019

O que mais impressiona para quem conversa com a cinéfila Aida Wailer Ferrás, é constatar que ela viveu todas as transformações importantes da história do cinema. Porto-alegrense nascida no bairro Cristal, em 1933. Tinha dois anos quando começou a ver filmes, em Quaraí, e até hoje, com 86 anos, é presença assídua nas salas de […]

02/03/2020

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De Dostoiévski a Tsípkin através de Sontag

Apenas sete dias separam a publicação de Verão em Baden- Baden da morte de seu autor Leonid Tsípkin, no dia 20 de março de 1982. Ele tinha 56 anos e o primeiro fascículo de seu livro havia sido publicado num periódico semanal de emigrados russos em Nova York, Nóvaia Gazeta. A leitura deste romance íntimo […]

14/02/2020

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O cineasta que se tornou adjetivo: Felliniano

A primeira vez que assisti Amarcord eu era recém-formada em jornalismo, estava em Curitiba representando o Clube de Cinema de Porto Alegre na XVIII Jornada Nacional de Cineclubes. Foi no cine Groff, não sei se ainda existe aquela sala, pequena, uma espécie de templo do cinema de arte na época. Lembro do lugar onde sentei, […]

18/01/2020

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